5 motivos para você não copiar um conteúdo na íntegra

Por que copiar algo acessível a todos quando você pode linkar?

Há quase um ano, quando o AOE ainda era ativo, um dos assuntos mais polêmicos da internet – plágio – foi comentado de uma forma ácida e muito completa. O texto 5 motivos para você não copiar um texto na íntegra foge do clichê “copiar é feio – tenha criatividade!” e argumenta não só sobre os problemas que a cópia causa ao verdadeiro autor do conteúdo e como ele pode te punir por isso, mas também os problemas que irão até o copiador só pelo fato de ele estar duplicando indevidamente algo que já está publicado e acessível a todos na internet – ou não, o que seria mais grave já que o copiador estaria divulgando um conteúdo particular ou exclusivo para assinantes, por exemplo – ao invés de apenas linka-lo.

Quando o théo (autor do top 5) ficou sabendo sobre a proposta deste blog, pediu para que eu comentasse sua lista por aqui, divulgando a causa já que o AOE não poderia mais fazê-lo. Bom, o assunto é bastante relevante, é fato que merece ser semeado.

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Antes, a pergunta que não quer calar: Por que copiar algo acessível a todos quando você pode linkar?

comida

Quando você gosta de um restaurante, você leva a comida pra casa e chama seus amigos? (crédito)

Esse é o argumento mais forte. Como eu havia dito:

1 – O conteúdo já está online, completamente acessível a todos. Não faz sentido duplicar.
2 – O conteúdo é particular ou é exclusivo para assinantes. Divulgar este conteúdo na íntegra é crime. Bom, plágio é crime, isso também vale para a opção 1 – porém, aqui a coisa é um pouco mais grave.

Além disso, alterar trechos do texto pode piorar ainda mais as coisas. Se o texto está protegido por uma lei que não permite sua reprodução integral e nem modificações, teoricamente você está dobrando os problemas.

Outra coisa, quando você gosta de um restaurante, você leva a comida para a sua casa e convida os seus amigos ou recomenda o estabelecimento convidando-os para um almoço ou jantar qualquer dia desses? Quando você duplica um conteúdo, não é como se você pegasse a receita com o chef e tentasse fazer o prato na sua casa, com as suas mãos, do seu jeito. Você simplesmente pegou a comida, enfiou em uma sacola, levou-a pra casa, colocou-a no prato e chamou seus amigos.

Agora, se isso ainda não te convenceu, talvez um dos itens do top 5 – quem sabe todos – te ajude.

5 – Buscadores, como o Google, evitam conteúdo duplicado e dão preferência para quem foi o primeiro a publicar. Ou seja, você será penalizado.

Alguns blogueiros copiam conteúdo inocentemente porque gostaram do mesmo. Já outros copiam para “gerarem conteúdo” e conseguirem mais acessos por conta disso, já que se o conteúdo for bom mesmo ele será linkado em vários outros blogs. Mas e o Google, o parceiro mais poderoso que um blog pode ter, onde fica nessa história?

Se você duplica um conteúdo na internet, não espere ter um posicionamento bom em buscadores. É fato que muitos blogueiros nem sabem disso, e é algo importante de se ter em mente.

Confira também:

4 – É duplamente desvantajoso para o autor original

Em primeiro lugar, vejamos o lado financeiro. Se o conteúdo é exclusivo para assinantes, acredito que eu nem preciso falar que você estará atrapalhando o trabalho de alguém. Se o conteúdo não é exclusivo para assinantes mas o autor conta com anunciantes na página, você também estará atrapalhando o trabalho de alguém, principalmente se você veicular anúncios na sua página – você estará lucrando o que o autor original não lucrou. Por fim, se o conteúdo não é exclusivo para assinantes e não conta com anunciantes, você estará sendo extremamente injusto ao divulgar esse conteúdo em uma página com anunciantes seus, não acha?! Ele teve um trabalho danado, exercitou a própria criatividade pra produzir algo bom e é você quem ganha? Não parece ser justo.

doce crianca

É quase como roubar doce de uma criança. (crédito)

Em segundo lugar, a divulgação. Quando você copia um conteúdo na íntegra você não está divulgando-o, você está reproduzindo-o em sua página. Mesmo que você cite o autor do texto, muita gente vai ignorar isso, é fato. Na cabeça da maioria dos visitantes, se você reproduziu algo bom do autor no seu blog, teoricamente você reproduz conteúdo bom de outros autores sempre que pode, então aquele link acaba passando batido. O conteúdo bom já está ali, pra que acessar o mesmo texto de novo? Agora, se você pega o trecho inicial do texto, por exemplo, e logo após coloca um link com o texto “Clique aqui para continuar lendo”, por exemplo, a situação muda. Você está divulgando algo que você recomenda, e se o visitante confia no seu gosto e se o conteúdo é relevante pra ele, obviamente ele vai conferir o conteúdo que você divulgou e terá a chance de ver outros textos do autor. Além disso, ele não vai deixar de acessar o seu blog porque você linkou outro blog, muito pelo contrário – se você sempre está divulgando algo bacana, esse visitante vai voltar sempre pra conferir as suas recomendações e postagens.

Confira também:

3 – Você receberá méritos por um trabalho que não é seu

Como eu havia dito, na maioria das vezes o link citando o autor do texto que você copiou passa batido. Às vezes passa tão batido que o visitante acha que o texto é seu. Juntando isso ao fato de que você veicula publicidade no seu blog e teve esse texto divulgado em outros blogs, além de receber elogios por um trabalho que não é seu, você gera lucros e conquista novos visitantes com o trabalho alheio.

Quando o link passa tão batido assim só pode significar uma coisa: Ele está escondido. De que adianta citar o endereço original do texto em uma fonte minúscula no rodapé? Isso seria “linkar por educação”?

Muita gente cita o link como “fonte”, o que é extremamente errado. Uma fonte é um conteúdo que inspirou o seu texto, com as suas palavras, e não um conteúdo que você copiou.

Confira também:

2 – Além de errado e injusto, não é original/criativo

lapis apontado

Não deixa de ser clichê, mas pensar e produzir rende muito mais frutos. (crédito)

Posso citar como exemplo esse próprio top 5. O original está aqui, eu estou usando o mesmo formato e os mesmos tópicos no meu artigo – isso é plágio. Porém, o théo encerrou as atividades do AOE recentemente e não vê mais como divulgar esses argumentos já que o blog está fechado, então sugeriu que eu escrevesse a lista com as minhas palavras já que esse material seria bastante relevante neste blog. Ou seja, o que eu estou fazendo é uma espécie de “remake” com a autorização do autor. As acusações de plágio podem ser retiradas, mas ainda assim é fato que eu não estou sendo original.

Quando você faz seu próprio conteúdo, você forma um público fiel. Quando você publica conteúdo que pode ser encontrado em outros lugares, você “pesca” visitantes.

Confira também:

1 – Onde é que você quer chegar com isso? Você não vai a lugar algum!

Duplicar conteúdo não faz o menor sentido, pode te rebaixar em mecanismos de busca, é injusto para os autores, você recebe méritos, conquista visitantes e gera lucro através de um trabalho que não é seu e não é original, é só mais do mesmo. Literalmente.

Ou seja, a primeira posição do top 5 é um mix das 4 opções anteriores. É uma pergunta relevante: Vale a pena passar por tudo isso só pra republicar algo que poderia ser divulgado?

Confira também:

Ei! E eu? Como evitar que copiem o meu conteúdo?

Comece incluindo uma nota de rodapé nos seus textos, algo discreto. Um exemplo usado no Ferramentas Blog:

Os artigos desse blog são de direito reservado.
Sua reprodução, parcial ou total, mesmo citando nossos links, é proibida sem a autorização do autor.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal. – Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais.

Outro exemplo, usado no CyberVida, dessa vez na sidebar – a desvantagem é que os copiadores normalmente ignoram qualquer coisa em volta do texto:

Todos os textos autorais e/ou traduzidos publicados neste blog, salvo exceções: ©2007 – 2011 CyberVida conforme Lei 9610/98.

É permitida a reprodução PARCIAL destes textos, na forma de citação e com autoria explicitada.

Caso queira replicar o nosso conteúdo, por gentileza, use o formulário de contato no topo do site para solicitar cotação.

É uma medida antipática, mas infelizmente necessária, uma vez que a reprodução integral de nossos textos prejudica a indexação do site junto às ferramentas de busca.

O AOE também usava uma nota na sidebar:

» É permitida a reprodução parcial – mais uma vez, com ênfase: PARCIAL – de todos os textos publicados neste site, como citação. Saiba mais sobre direitos autorais clicando aqui.

» Tenha bom senso, não copie textos na íntegra. Saiba como a cópia integral de textos pode ser ruim para você clicando aqui.

» Se você gostou dos nossos textos, cite-os à vontade, mas não os copie na íntegra.

Você não precisa ser criativo para criar uma nota de copyright, não há muito o que ser dito. Apenas cite que a reprodução do texto não é permitida e linke a lei 9610/98. O exemplo do AOE, na minha opinião, é o melhor, já que ele também incentiva uma leitura sobre duplicagem de conteúdo. Então, à partir desses exemplos, criei uma nota de rodapé que será usada em meus posts:

Não é permitida a reprodução integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é permitida apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime (Lei 9610/98) – Saiba como a cópia integral de textos pode ser ruim para você clicando aqui.

Se você quiser, pode copiar a minha versão e utilizar no seu blog à vontade!

Você também pode desabilitar a marcação de textos e o uso do “copiar e colar” (Ctrl+C e Ctrl+V) no seu blog, mas eu acho isso muito extremo. Há também a opção de receber avisos de cópias no seu e-mail e até mesmo de denunciar copiadores – tudo isso você confere nos links abaixo.

algemas

Ok, só não vamos exagerar. (crédito)

Fugindo do Plágio