Escola Panamericana de Artes

"A Escola das ideias" - Confira a minha experiência como aluno nesta escola de arte e design.

Como consta em meu currículo, fui aluno da Escola Panamericana de Artes nos anos de 2007, 2008 e 2009. Cursei Design de Publicidade na Av. Angélica.

Farei um comentário geral – totalmente opinativo – sobre os meus três anos de curso (Básico de Arte e Design com o professor Alexandre Santos, Comunicação Visual com o professor Nilton Santoniero e Publicidade com o professor Marcos Fajardo), professores e a escola em si. Se você ainda tem dúvidas sobre a Panamericana, talvez este artigo possa lhe ajudar.

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Design de Publicidade

escola panamericana de artes

“Até onde vai a sua criatividade?”*

Módulo 1: Básico de Arte e Design
Aqui nós não temos contato com computadores (não na minha época, hoje em dia aparentemente eles adicionaram computadores ao cronograma no segundo semestre, se não me engano), é puro rabisco. Até parece aquelas aulas chatas de Educação Artística, só que sem a parte de ser chata. É claro, cada um tem suas dificuldades e acabam detestando alguma coisa (eu, por exemplo, tinha pesadelos com Nankin), mas isso acontece em qualquer curso e depende do foco de cada um. Mas é importante encarar tudo como um desafio, nada é descartável.

Foi um ano corrido e difícil, principalmente pra quem estava completamente enferrujado. Porém, é inspirador e cria grandes expectativas para o próximo módulo.

Módulo 2: Comunicação Visual
Meu primeiro contato com um Mac. Inclusive, uma das frases mais comentadas durante a aula é “preciso comprar um Mac”. Eu sinceramente não entendo por quê. Mas enfim, não é tão assustador se acostumar com as novas teclas, novos atalhos e ao pesadelo dos acentos, e o único ponto forte de um Mac, ao meu ver, é a interface. Você joga as coisas (janelas) na tela e tem mais controle sobre elas – ao contrário do Windows, que é tudo organizadinho e chato. Mas não vamos falar só do Mac.

Quando entrei na Panamericana eu só sabia mexer no Photoshop, e muito pouco. Em três meses do segundo módulo eu já o dominava bem, além de o Illustrator e o InDesign, os programas usados no curso. Eles ensinam o básico, mas é o essencial para você evoluir. Afinal, você não está lá para aprender os atalhos dos programas, você está lá para ser criativo. E este módulo despertou a minha criatividade de uma forma sensacional, é como se um monstro tivesse acordado dentro de mim. As aulas eram bastante empolgantes.

Módulo 3: Publicidade
Eu nunca tive tanta dor de cabeça. O terceiro módulo do curso prova que é mentira quando os médicos dizem que o cérebro não dói. Você o sente transpirando. É um ano difícil demais, e eu diria que ele poderia até valer como período de experiência. Você se sente dentro de uma agência.

Porém, senti muita falta de teoria, referências e indicação de livros neste ano. Algumas mídias também foram deixadas de fora ou muito pouco explicadas. Bom, o curso é de Design de Publicidade e não de Publicidade em si, então é compreensível. Mas que a gente sente uma certa falta do que eu citei acima é fato.

Professores

Alexandre Santos (Módulo 1)
Um monstro. Desenha muito bem, não mede palavras e é inspirador. Com ele você aprende ou você percebe que está na área errada. Pareceu forte demais? Pra mim não. Eu gostaria que todos os professores fossem assim. É inspirador.

Além de ótimo como professor, é muito bem-humorado, cria uma atmosfera agradável na sala de aula. Acho que o primeiro ano do curso seria muito chato se não fosse por esse cara.

Nilton Santoniero (Módulo 2)
O professor mais empolgado e mais cômico que eu já conheci. Tem vontade de ensinar, empolga e deixa a aula completamente divertida. Tem gente que não gosta muito de papo-furado, eu já não gosto de aulas chatas. Elas não precisam ser chatas, os professores não precisam ser caras sérios, carrascos. Um aluno de bom humor é muito mais motivado.

Aprendi muito com o Nilton, é um cara que eu elogio com a boca cheia. Já ouvi críticas negativas feitas sobre ele, mas a maioria era de alunos que aparentemente querem que o professor faça o trabalho por eles. Olha, eu tive aula com o Nilton, aprendi muito, ri muito, quase tirei um A – nota praticamente impossível na escola -, estou empregado e se pudesse teria aula de novo com o cara. Só posso dizer que tirei bom proveito de suas aulas e tive – e estou tendo – um futuro satisfatório. Então, só consigo interpretar as críticas como má vontade, me desculpem.

Marcos Fajardo (Módulo 3)
Mais um professor bem-humorado e atencioso. Atencioso até demais, em alguns casos – quando possível, vai do seu lado até o fim com um trabalho. Por um lado, isso é excelente, óbvio. Por outro lado, é muito tempo com apenas um aluno, nem sempre o restante da sala conseguia tirar dúvidas na mesma aula. Mas motivo pra ficar parado ninguém tem, já que são muitos trabalhos e muito o que pensar ao longo do ano. No final, a sensação de que você poderia ter feito mais é enorme – o que acaba te motivando a recuperar o tempo perdido no profissional.

Vez ou outra o Marcos parecia ser nosso cliente: Um dia o trabalho era aprovado e no outro vinha uma refação. Apesar de isso ser chato, também não tenho o que reclamar, já que é exatamente isso que nos espera no mercado de trabalho. Demorei para entender isso (até porque no final do ano você está puto com todo mundo), mas é o grande fato. Parece que 2009 foi o último ano do Marcos na escola, ele havia comentado que queria deixar de ser professor, mas não posso confirmar.

Escola Panamericana de Arte e Design

O ambiente é simples e confortável. Porém, a escola deixa a desejar no quesito de materiais. Tudo bem, temos Macs, mas e o resto? Precisamos comprar muita coisa (cara) durante o ano, e, para “compensar”, quando há cursos gratuitos para alunos (como História da Arte) ninguém é avisado. Eu não consegui assistir a nenhuma das palestras ao longo dos anos porque só há um auditório, e fica na sede da Groenlândia. Enfim, há uma série de fatores que eles podiam melhorar e muito. Eu recomendo os professores da Panamericana, já a escola em si me deixou com um pé atrás.

Eu acho chato o fato de a gente ter que pagar pela pasta de portfolio caso não façamos a rematrícula, por exemplo. Além disso, acho meio contraditório você se formar e ter de comprar o diploma. Só acho que pelo preço do curso, os alunos deviam ter alguns direitos. Bom, eu estou satisfeito por um lado e insatisfeito pelo outro, o que é normal. Se você vai entrar para a Panamericana, aproveite bastante os professores, foram raras as vezes que eu ouvi críticas negativas a eles lá dentro. Cada um tem lá o seu defeito, mas muita coisa que eu faço hoje é graças a esses caras.

*A imagem e o vídeo que ilustram a matéria são de uma campanha da Almap para a escola. Vale frisar que Marcello Serpa faz parte do comitê de notáveis da mesma. Para maiores informações, confira o site da escola.