O trabalho de um Web Designer

Quer ser um Web Designer? Está estudando para trabalhar na área? Saiba um pouco mais sobre a profissão de WebDesign!

Recentemente fui entrevistado por e-mail por um aluno de web design publicitário de Recife, Elias Chaves. A entrevista teve como tema o trabalho de um web designer, e como ele é um estudante e eventualmente eu recebo várias dúvidas tanto por e-mail quanto por comentários de gente que está começando na área, achei interessante fazer um post com essa entrevista. Então, pedi permissão ao Elias para postar a mesma, na íntegra, aqui no blog.

» Siga-me no twitter, assine o feed ou a newsletter para ler mais novidades!

Se você já trabalha na área, talvez o bate-papo não traga nenhuma novidade. Agora, se você está pensando em começar ou já estuda para ser um web designer, talvez o texto ajude a tirar algumas dúvidas. A entrevista foi bem curta, e nada do que eu disse é uma verdade absoluta – as possibilidades nesta profissão são inúmeras, tanto em relação a programas quanto metodologias e muito mais. E isso vocês devem aprender em seus estudos, então o segredo é dedicação.

Vamos às perguntas?

Como é o trabalho de um WebDesigner?

web designer

Cuidado! Web Designer trabalhando. (Foto: SXC)

1 – Como você produz seus sites? Passo a passo, se possível.

Desde o princípio: Primeiro vem o briefing, que é basicamente um documento com informações do cliente sobre quais são as necessidades do mesmo com o projeto (além disso, é papel do profissional web dar sugestões e dizer, a grosso modo, “o que funciona e o que não funciona”).

Se o cliente precisar de um logo, este é o passo em seguida: são feitos vários rascunhos no papel e depois os melhores são apresentados para o cliente. Após uma discussão sobre os rascunhos, é hora de digitalizar os que o cliente escolheu (se ele não gostou de nenhum rascunho, novos são feitos antes desta etapa), e o programa mais adequado para isso é o Illustrator. As ideias são apresentadas para o cliente e esse processo segue até ele aprovar – daí é feita a finalização do logo, deixando o mesmo em seu formato final (mais em: Como fazer um logo).

Depois de ter a marca aprovada, vem a criação da página inicial site, que segue o mesmo ritmo: rascunhos no papel, ideias digitalizadas e finalização para aprovação (aqui um exemplo curto: Sopre o Cartucho – Blog de jogos). Aprovada a página inicial, vem a hora da criação das páginas internas (afinal, é a página inicial que forma a estrutura do site) – a criação normalmente é feita no Photoshop. Por fim, assim que o cliente aprova o layout completo do site, é feita a prototipação das telas em html, e depois de ter tudo “funcionando no browser” é feita a programação do site e suas ferramentas (trabalho este que não é de um web designer, e sim de um programador). Após os testes, o site é entregue ao cliente, que fará testes e observações sobre o mesmo. Caso haja algum ajuste que não fuja da proposta inicial, o profissional faz (se o cliente insistir em uma mudança que fuja da proposta, a mesma deverá ser orçada – tudo isso deve ser especificado assim que o cliente e o profissional fecham o contrato). Após isso, o site é colocado em seu endereço oficial. (resumo em: Serviços de web design)

Leia também: 10 coisas que um web designer faz

2 – Qual metodologia você utiliza? Cascata, Moebius ou outra? Qual?

A realidade é: Depende. Depende do projeto, depende do cliente, depende até de como está a fila de jobs, de certa forma. A metodologia mais comum é a de cascata, mas outra realidade é que, no fim, há uma mescla de metodologias durante todo o processo. Em agências é mais comum que uma metodologia seja seguida em todos os projetos, mas como free lancer, de fato, depende. Como a prestação de serviço de um web designer é personalizada, a meu ver a variação e a mesclagem de metodologias muitas vezes é válida.

3 – Quais são os pontos chaves?

De quê, exatamente? Do projeto em si? Se sim, eu diria que os pontos-chave são: 1) bom relacionamento cliente-profissional (não estou falando de puxação de saco, mas é imprescindível que os dois vivam em harmonia, porque trabalhar em um projeto onde o cliente vive em guerra com o profissional web designer não gera benefícios a ninguém); 2) nunca deixar uma reunião com uma dúvida na cabeça (serve tanto para o cliente quanto o profissional: ambas as partes devem estar a par de tudo o que foi discutido, pois qualquer dúvida pode levar a uma dedução para poupar tempo e, no final do projeto, o que se ganha é dor de cabeça e o que se perde é tempo e dinheiro); 3) documentação bem redigida e completa (tanto o briefing quanto o contrato devem ser impecáveis, pois são “índices” do que está em nossa mente para o projeto e “especificações documentadas” para o projeto como um todo – o cliente só pode cobrar o que consta ali).

4 – Quais etapas devem e não devem ser seguidas na sua opinião? Isso varia de acordo com o projeto?

Bom, creio que a única etapa que não deve ser seguida é a etapa do vai-e-vem, também conhecida como refação. A refação, na maioria das vezes, é a prova viva de um briefing mal feito. Muitos profissionais reclamam do cliente, que “não sabe o que quer”, mas se todas as informações constam no briefing e foram detalhadas no contrato, por que a refação está sendo feita? É papel do profissional web designer, literalmente, “sugar” o máximo de informações do cliente para evitar esse tipo de situação, que gera prejuízo para ambas as partes.

5 – No Brasil, no mundo e no seu estado utiliza-se de uma metodologia para criação de sites ou também varia?

Serviços web, em sua maioria, são desorganizados e até mesmo vergonhosos. Enquanto 1 profissional ou agência estuda para seguir uma metodologia ou até mesmo desenvolver sua própria para prestar o melhor serviço possível, 50 vendem sites completos a R$500,00, os desenvolvendo na base da dedução ou utilizando templates prontos. Além disso, a maioria de quem quer entrar na área para ser um web designer pensa que desenvolver sites é “saber photoshop e dreamweaver”. Espero que no seu curso você esteja aprendendo conceitos e boas práticas, porque, sem generalizar, mas a situação da nossa área no quesito “profissionalidade” não é das melhores.

Leia também: Curso de SEO da Mestre SEO. Vale a pena?

Profissão: Web Designer

macbook design

Um dos velhos companheiros de um web designer... (Foto: SXC)

Agora é hora de estudar mais (aliás, o estudo nunca deve parar), montar um portfolio e sempre ter em mente uma coisa: “dá pra fazer melhor”. Um profissional web designer de verdade sabe que ele não é perfeito, e se ele é do tipo que não aceita opiniões, que menospreza pitacos de quem não é da área e que se sente ofendido com “nãos”, sinto muito, mas isso não é ser profissional.

E aí, dúvidas? Eu não sou um mestre do web design, nem de longe, mas sei o que é a indecisão de “estar estudando para a área certa ou errada” e sempre estive à disposição de ajudar, como eu puder, quem está começando. É um estudo constante.